Há momentos que parece que tudo vai por água a baixo, que pensamos que nossa frieza e indiferença não irão suportar mais as provas de carinho que tentam fazer com que voltemos atrás.
Estranho né? Frieza, indiferença. São palavras que não gostamos de ouvir, não gostamos de sentir, mas no fundo sabemos que sentimos isso por alguém. E quando esse alguém é alguém que você gosta? Se bem que, se você gosta mesmo, não estaria sentindo isso por esse alguém. Pois é, o coração é tão confuso que é impossível entendê-lo.
Esse alguém em questão nunca te desprezou, nunca foi indiferente, nunca foi frio. Ele apenas não sabia o que queria com você. Não sabia se gostava mesmo de você. Mas a pior coisa que esse alguém podia fazer é ficar calado.
Havia duas em seus pensamentos. Ele deve ter sofrido, pois a qualquer momento ele poderia perder as duas. E foi exatamente isso que aconteceu.
Pobre criatura, justamente agora ele percebe que gostava era de você. Que você que era especial. E agora? Agora você é fria e indiferente. Não adianta tentar esconder: FRIA e INDIFRENTE.
O principal problema não é esse... Ele tenta se reaproximar de você. Ir ao cinema com os amigos, com aquela esperança de que você aproveite o momento e os dois possam então começar a se entender. Mas não é tão simples. Os papéis se inverteram e você não sabe mais o que quer, ou será que sabe?
Como era esperado, nada acontece. Para os dois isso significa apenas uma palavra: FIM.
Conversas no MSN, cheias de insinuações, mas nada concreto. Ele não tem a coragem que você teve. Ele nunca vai chegar até você e dizer: EU GOSTO DE VOCÊ. O medo de ser rejeitado é maior que o gostar.
Mas não era o fim? Por que não acaba com isso logo? Quem dera se fosse tão fácil. Durante as férias foi muito fácil pra você. Você já estava magoada. Sem vê-lo tudo fica mais simples. Pra ele, fica a tortura da dúvida. Será que realmente acabou?
Volta às aulas, tudo bem. Sua FRIEZA e INDIFERENÇA estão no auge. Ele olha pra você em todo tempo. Está louco para receber um sorriso seu, e você fingi nem vê-lo.
“Você está me devendo um abraço, lembra?” Por que você foi dizer isso? Era tudo que ele queria ouvir. Você nunca viu tanto brilho em seus olhos. Ao perceber o que fez você quer ir embora. Ele pede pra você ficar, mas você vai mesmo assim. Poxa vida, você via ele com ela, conversando com ela, e não sentiu nada, pra que foi se lembrar de um abraço? No caminho, de repente, você olha pra trás. Pois é, ele está bem atrás de você. Te segura pela mão e te abraça. Como se sentiu? Inexplicável.
Passa uma semana. Você nem lembra mais do abraço. Sua amiga não vai voltar com você. Depois que você já tá sentada no ônibus ele entra. Ele entra? Mas ele não tem curso? Mas ele faltou no curso. Sentou do seu lado. Você conversa normalmente com ele. Ele parece está decepcionado com sua reação. Você nem se importa. Chegou a hora de ele descer. E como ele se despede? Ele te dá um beijo no rosto. Nunca ele fez isso com você. E você nunca foi de ficar tendo contato com meninos. Depois desse beijo tudo mudou.
E a frieza e a indiferença?
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